Na
antiga Grã-Bretanha e Irlanda, os bardos eram os poetas e cantores da tradição
druídica.
Os
textos irlandeses descrevem o bardo como um filosofo que portava um ramo com
sinos de ouro, prata ou bronze, também conhecido como Ramo da Paz.
O Ramo
da Paz era agitado quando o bardo estava prestes a declamar, invocando os
espíritos ancestrais e chamando a atenção das pessoas ao redor.
Durante
seus 12 anos de treinamento, os bardos gravavam em sua memória cerca de 350
histórias e inúmeros poemas, o conhecimento do ogham, as leis gramaticais, as
leis de suas tribos, conhecimento genealógico a sabedoria da paisagem e dos
locais sagrados.
Os
bardos eram os portadores da tradição oral e seu papel principal era o de preservar
o passado, além de serem incumbidos de aprofundar as ligações entre as pessoas
e os deuses da terra. Em suas lendas, os bardos explicavam as leis da natureza
e encantavam a todos com contos de magias e feras.
Além
de contar as histórias em benefício do povo, o bardo praticava a arte sagrada
de despertar, encantar e honrar os espíritos da terra, com suas palavras ou
acorde o bardo reverencia os ancestrais mantendo o passado e as tradições
vivas.
Nos
dias de hoje, o aspirante ao ofício de bardo deve iniciar seus estudos compreendendo
a natureza que o rodeia, suas forças e energias. O bardo deve conhecer bem sua
região, mitos, lendas e ter uma atenção especial aos espíritos do lugar, para
que o bardo possa adaptar seu trabalho e dar voz aos espíritos.
/|\ Marcos Queiroz /|\







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