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terça-feira, 13 de maio de 2014

A Meditação da Montanha





Sempre senti uma ligação com as montanhas e desde pequeno as contemplo com um olhar nostálgico. Venho compartilhar com vocês a meditação da montanha, um exercício que me ajuda a manter minha mente focada e meu corpo sólido perante as mudanças da vida.


Mar de Morros, São Roque/SP


Essa meditação deve ser feita enquanto está
sentado, descalço e em contato com a terra.

 Comece sentindo o solo que se encontra abaixo de
você e preste atenção as sensações de contato com a
terra, sua umidade, temperatura e textura. Enquanto isso
busque por uma postura de equilíbrio na parte superior do
corpo em uma posição confortável, porém alerta e as
mãos sobre o colo.

 Sinta cada parte de seu corpo, os pés... pernas...
quadris... braços... tórax... pescoço e a cabeça...
 Feche os olhos lentamente quando sentir que está
pronto. Respire normalmente e comece a sentir sua
respiração cada vez que inspira e expira. Não tente
controlar sua respiração, deixe que o ritmo normal de seu
corpo te guie até que se sinta confortável e em paz.
vislumbre o quão sólida, maciça, estável, alta e bela a montanha é.

Talvez a montanha tenha neve ou uma floresta de pinos em seu topo que a cubra suavemente como um manto ou seja nua, sem vegetação ou gramada do topo a sua base, com quedas d’água, lagos e riachos.
Assim que observar cada detalhe da montanha e se sentir preparado tente trazer a montanha ao seu corpo, como se você e a montanha fossem um único elemento, solidificando suas bases no solo, sentindo as rochas que compõe a elevação de seu corpo, sinta as encostas de sua montanha em seus braços e ombros, o vento que atinge toda sua extensão, a água, neve ou a floresta que se estende por suas encostas até o pico mais alto em sua cabeça.

Sentado em sua base sólida veja a movimentação do sol sobre você, sinta seu calor e sua energia, contemple as sombras que ele cria em sua base, a vida que ele traz florescendo em seu manto. Ouça os pássaros que te visitam e os animais que caminham sobre você. Visualize as transições entre o dia e noite, a movimentação das nuvens e das estrelas sobre sua cabeça e como gradualmente a noite se transforma em dia outra vez.

Acima disso tudo perceba que a montanha está ali, sentada e ancorada, experimentando as mudanças constantes da natureza como as estações do ano, que gradualmente começam a mudar.
No verão, o sol aquece toda sua extensão e as gramas, neve ou árvores se tornam um escudo ao calor em excesso.

No outono, a vegetação da a montanha um manto de cores amarelas e vermelhas.

No inverno, os lagos e riachos se congelam e o topo da montanha se cobre com neve ou com as geadas pela manhã.

Na primavera, as flores atraem os insetos e a fertilidade traz a vida para seu corpo.

Sinta que apesar das estações do ano passarem, trazendo consigo as mudanças, a montanha e seu corpo permanecem ali, inatingíveis, ancorados em sua sólida base em um vínculo essencial com a terra, compondo uma aliança com o ar e ajudando a água a manter seu fluxo.

Contemple a solidez de sua montanha por quanto tempo desejar.

Sinta uma leve brisa invadindo seus pulmões e aos poucos mexa seus braços e ombros. Abra os olhos lentamente e levante-se com cautela.


/|\ Marcos Queiroz /|\

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