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Meditação da Montanha

Um exercício de visualização para manter a mente focada.

Os Bardos

Clique e conheça os Bardos, responsaveis pela tradição oral e a preservação o passado.

Ritual de Cura Ancestral

Clique e confira o Ritual de Cura Ancestral

O Reiki Celta

A técnica de cura japonesa e a sabedoria celta do Ogham.

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segunda-feira, 2 de junho de 2014

Receita de Hidromel não Alcoólico



     O hidromel tem lugar de destaque na cultura celta e viking, com certeza você já deve ter ouvido falar nesta distinta iguaria que usamos em alguns rituais como oferenda aos deuses e antepassados e também em nossas festividades e reuniões.
 
    O hidromel é uma bebida alcoólica fermentada feita a base de mel silvestre e se assemelha ao vinho ou cerveja.

    Como nem todos apreciam o álcool ou realmente não podem consumir bebidas alcoólicas trago a vocês uma receita da bebida sem fermentação.


RECEITA DE HIDROMEL:

Tempo de Preparo: Aproximadamente 40 minutos

Rendimento: 4 Porções 

Usado em festivais com caráter comemorativo e em rituais como oferendas, o Hidromel era muito apreciado entre os Celtas e Celtiberos.

INGREDIENTES:

  • 1 xícara de mel silvestre
  • 1 litro de água
  • 1 limão fatiado
  • 1/2 de noz moscada moida
  • 1 pitada de sal
  • Suco de 1/2 limão
MODO DE PREPARO:

Ferva todos os ingredientes em uma panela rústica ou de barro.

Durante o processo de fervura retire a nata (espuma) com uma colher de pau. 

Assim que a mistura deixar de produzir nata acrescente a pitada de sal e o suco do meio limão. 

Coe, e deixe esfriar. Armazene na geladeira por no máximo 5 dias.

terça-feira, 20 de maio de 2014

O que é o Reiki Celta



    O Reiki Celta ou Celtic Reiki é uma das muitas modalidades de cura do Reiki moderno.

    A capacidade de cura do Reiki vem do próprio universo. O Reiki é um sistema de cura tão simples que qualquer pessoa que tenha a vontade de curar pode ser ensinada a "canalizar" a energia do universo para os propósitos curativos. Um Reikiano (praticante de Reiki) usa símbolos sagrados e impõe as mãos sobre diversos pontos do corpo do paciente para realizar a cura.

    O Reiki Celta combina a sabedoria e as técnicas de cura japonesas com a sabedoria ogham das árvores celtas. No entenato, não é necessário estar próximo a uma árvore sagrada para aproveitar sua energia curativa, uma vez que a energia é universal e nos é transmitida através da sintonia e intenção.

    O ogham nan Crann (Ogham das árvores) era um simbolo sagrado utilizado pelos antigos celtas na magia, comunicação e para o divino. Trabalhando com o Reiki Celta estamos utilizando a sabedoria ancestral dos druidas e nossa espiritualidade celta.

   

segunda-feira, 19 de maio de 2014

A morte e o renascimento para o povo celta



    Para os celtas, a morte era apenas uma pausa durante o ciclo da vida, ou seja, um momento para a alma repousar e se preparar para um renascimento.

    Claudio Quintino Crow, pesquisador independente de mitologias, cultura irlandesa e espiritualidade celta, destaca a ciclicidade da vida em sua obra: Livro da Mitologia Celta, "Mais do que o fim de um ciclo, a morte é obrigatoriamente o início de outro. A morte neste mundo é o nascimento no Outro Mundo, e vice-versa. O Outro Mundo, domínio dos mortos e dos Deuses, está ao alcance do nosso mundo, e não raro vemos nas lendas celtas o livre trânsito ente os seres de ambos os planos", afirma o pesquisador.

    Podemos concluir então que o povo celta não enxergava essa ciclicidade da alma com os mesmos olhos que os espíritas Kardecistas veem a reencarnação, uma vez que em suas crenças o destino e punição da alma não estão relacionados as leis espirituais estabelecidas pelo espiritismo, eles apenas acreditavam nas leis cíclicas do nascimento-morte-renascimento.


    Marcos Queiroz

domingo, 18 de maio de 2014

Música Asturiana - Llan de Cubel


Llan de Cubel é um grupo de música folk natural do Principado de Asturias, Espanha.
O  grupo nasceu em 1984, quando uma série de músicos de Oviedo e Cudillero uniram-se para praticar a música. 

Confira um pouco mais sobre o Llan de Cubel escutando suas músicas:


La Casa Gris


Danza de Santana

Llonxana

Ritual de Cura Ancestral



Esse ritual de cura é uma adaptação de um rito de cura da ADF (Ár nDraíocht Féin: A Druid Fellowship) para pessoas que estejam experimentando problemas com a saúde do corpo como por exemplo um crescimento de câncer ou disfunção em algum órgão. 

Reunir e preparar os materiais necessários (fogo, água, árvore; roda solar simbolizando Vindonius).
Momento de silêncio e contemplação
Marcar o início do rito com três soares músicais (sinos, sopro).

Abertura:
Estamos aqui para honrar os deuses e receber suas bençãos.

Elementos:
Fogo – Uma pequena chama é acessa (vela, fogueira, chama em um caldeirão).
Eu ascendo o sagrado fogo do amor e poder.
Chama Sagrada, queime conosco!

Água – Uma pequena oferenda é feita ao recipiente com água (moeda prateada).
Das profundezas surgem as águas da sabedoria.
Sagrada Água, flua conosco!

Árvore – Um incenso é acesso na Chama Sagrada e aspergido em torno da árvore (planta em vaso ou simbólica).
Das profundezas do solo até aos elevados céus emerge a Árvore Sagrada.
Sagrada Árvore, cresça conosco!

Que o fogo, a água e a árvore, queime, flua e cresça em mim.
Na terra, no mar e no céu.
Eis o bosque sagrado, aclamado e santificado.
Pela purificação das águas e das chamas, que todo mal se afaste de nós.
Todos: Que todo mal se afaste de nós!

Forasteiros:
Um copo de cerveja é derramado fora do espaço ritual, dizendo:
Você que vêm da escuridão,
Você, que se põe contra os deuses e os homens,
Você que é frio de coração e de mente cruel,
Aproveite esta oferta e não traga problema ao nosso trabalho.

Inspiração Bardica: O deus relacionado a inspiração ou artes é chamado (No caso do panteão Irlandês Brighid).
Oh Brighid, a habilidosa,
Oh Brighid que traz a luz onde há a escuridão,
Traga as bençãos aos nossos caminhos.
Divida conosco a chama de sua sabedoria e de seu espírito,
Nos dê inspiração nas palavras,
Oh Brighid junte-se a nós.

Momento para Meditação.

Abertura das Brumas: O deus responsavel pela conexão ao outro mundo é chamado. (No panteão Irlandes Manannan mac Lir).
Oh Manannan, senhor das brumas, abra o caminho para nosso trabalho. Nós andamos em seu caminho sagrado. Nos proteja para que caminhemos a salvo dos males. Manannan, caminhe conosco.

Chamado aos Ancestrais:

Deuses

Ouçam-nos deuses antigos, vocês que defendem o mundo.
Em vocês cresce a nossa sabedoria, força e pureza.
Honra-nos como nós vos honramos.
Deuses Antigos, aceitem nosso sácrificio (o óleo é oferecido ao fogo).

Ancestrais (feito por quem busca a cura) 

Ouça-nos antigos, nossos antepassados e parentes,
Você cujo o sangue corre em minhas veias,
De você eu decendo e com você crescerei com saúde.
Lembre-se de nós pois nós lembramos de vocês.
Antepassados, aceitem nosso sacrifício (farinha de milho é aspergida em volta do local sagrado).

Espiritos do Local 

Ouçam-nos, espíritos locais.
Você que habita as pedras, o solo e as árvores.
De você nós aprendemos a vivier em harmonia como nosso mund e com nós mesmos.
Nos auxilia e nós os auxiliamos.

Espíritos Locais, aceitem nosso sacrifício (Sementes são oferecidas em torno do local sagrado).

Integração com a energia:

Uma meditação é feita pelos participantes da cerimonia em busca de harmonização com as novas energias.

Estabelecendo o Propósito:

Nos reunimos aqui no dia de hoje para buscar a cura de (nome do enfermo) e ajuda-lo a purificar-se de tudo aquilo que não o faz bem e livra-lo de tudo aquilo que o traz desconforto.

Invocação do Ancestral (Feita pelo enfermo):

O enfermo diz as palavras de seu coração, pedindo pelo exorcismo de tudo aquilo que o aflige, para a remoção do mal e a cura do problema (É feita uma oferenda pedindo ajuda e cura).

Invocação da Divindade da Ocasião (Lugh é chamado):

Lugh, o habilidoso,
Trazemos ao nosso círculo teu escudo,
O honramos em nossos corações,
Aceite esta cerveja em sinal de boas vindas.
(Cerveja e derramada ao solo).
Traga-nos a paz e seja bem vindo!

O Trabalho:

Lugh, pedimos seu auxilio na purificação (do nome do enfermo) Pedimos sua ajuda em expurgar os venenos de dentro dele, e a luz necessária para que assimile as lições que precisam ser aprendidas na cura das feridas internas e externas.
Glorioso Lugh, que a pureza do sangue dos antepassados de (enfermo) corram agora e sempre em suas veias, que a força ancestral o de apoio e auxilie na vitória contra todos os males.
Que toda a impureza, maldade e doença presente aqui seja banida AGORA! Que a cura tome seu lugar e purifique seu corpo AGORA!

Oráculo:

Momento para a consulta do oráculo.

Agradecimento as energias presentes:

Cada vez que invocam os poderes ancestrais eles se tornam mais fortes, alertas e mais  alertas para as necessidades do Povo. Mas chegou a hora de encerrar com o nosso trabalho, e dar as graças:

Lugh, o habilidoso, nós o agradecemos.
Espíritos Locais, nós os agradecemos.
Aos mortos honrados ancestrais, nós os agradecemos.
Deuses Antigos, nós os agradecemos.
Manannan mac Lir, nós o agradecemos.
Brighid, nós a agradecemos.

Encerramento:

Nós encerramos o rito que começamos.
Fizemos como os nossos antepassados ​​fizeram e como nossas crianças farão, que caminhemos em segurança pelo mundo e que nossos sacrifícios sejam lembrados.
Que caminhemos sob a proteção daqueles que honramos.
Este ritual está encerrado.


*Fiquem livres para dar espaço a voz de seu coração durante o ritual, essa é apenas uma sugestão litúrgica. Que os deuses tragam a paz e a benção aos seus passos e que os bons ventos os guiem.

quarta-feira, 14 de maio de 2014

Os Bardos


Na antiga Grã-Bretanha e Irlanda, os bardos eram os poetas e cantores da tradição druídica.

Os textos irlandeses descrevem o bardo como um filosofo que portava um ramo com sinos de ouro, prata ou bronze, também conhecido como Ramo da Paz.

O Ramo da Paz era agitado quando o bardo estava prestes a declamar, invocando os espíritos ancestrais e chamando a atenção das pessoas ao redor.

Durante seus 12 anos de treinamento, os bardos gravavam em sua memória cerca de 350 histórias e inúmeros poemas, o conhecimento do ogham, as leis gramaticais, as leis de suas tribos, conhecimento genealógico a sabedoria da paisagem e dos locais sagrados.


Os bardos eram os portadores da tradição oral e seu papel principal era o de preservar o passado, além de serem incumbidos de aprofundar as ligações entre as pessoas e os deuses da terra. Em suas lendas, os bardos explicavam as leis da natureza e encantavam a todos com contos de magias e feras.

Além de contar as histórias em benefício do povo, o bardo praticava a arte sagrada de despertar, encantar e honrar os espíritos da terra, com suas palavras ou acorde o bardo reverencia os ancestrais mantendo o passado e as tradições vivas.

Nos dias de hoje, o aspirante ao ofício de bardo deve iniciar seus estudos compreendendo a natureza que o rodeia, suas forças e energias. O bardo deve conhecer bem sua região, mitos, lendas e ter uma atenção especial aos espíritos do lugar, para que o bardo possa adaptar seu trabalho e dar voz aos espíritos.




 /|\ Marcos Queiroz /|\ 

terça-feira, 13 de maio de 2014

Lenda Asturiana - A Atalaya



A Atalaya costumava estar próximo a regiões com fluxo de água

    Assim é chamado o ser feminino que espera quem a desencante durante a noite do Solstício de Verão quando a luz que esconde a Atalaya se transforma em chama que um homem deve apagar com um ramo de salsa.
 
    Se o homem for capaz de apagar a chama, a Atalaya, que apesar de estar protegida por cuélebres, é desencantada e de recompensa entrega todas as suas riquezas a quem a libertou.

A Meditação da Montanha





Sempre senti uma ligação com as montanhas e desde pequeno as contemplo com um olhar nostálgico. Venho compartilhar com vocês a meditação da montanha, um exercício que me ajuda a manter minha mente focada e meu corpo sólido perante as mudanças da vida.


Mar de Morros, São Roque/SP


Essa meditação deve ser feita enquanto está
sentado, descalço e em contato com a terra.

 Comece sentindo o solo que se encontra abaixo de
você e preste atenção as sensações de contato com a
terra, sua umidade, temperatura e textura. Enquanto isso
busque por uma postura de equilíbrio na parte superior do
corpo em uma posição confortável, porém alerta e as
mãos sobre o colo.

 Sinta cada parte de seu corpo, os pés... pernas...
quadris... braços... tórax... pescoço e a cabeça...
 Feche os olhos lentamente quando sentir que está
pronto. Respire normalmente e comece a sentir sua
respiração cada vez que inspira e expira. Não tente
controlar sua respiração, deixe que o ritmo normal de seu
corpo te guie até que se sinta confortável e em paz.
vislumbre o quão sólida, maciça, estável, alta e bela a montanha é.

Talvez a montanha tenha neve ou uma floresta de pinos em seu topo que a cubra suavemente como um manto ou seja nua, sem vegetação ou gramada do topo a sua base, com quedas d’água, lagos e riachos.
Assim que observar cada detalhe da montanha e se sentir preparado tente trazer a montanha ao seu corpo, como se você e a montanha fossem um único elemento, solidificando suas bases no solo, sentindo as rochas que compõe a elevação de seu corpo, sinta as encostas de sua montanha em seus braços e ombros, o vento que atinge toda sua extensão, a água, neve ou a floresta que se estende por suas encostas até o pico mais alto em sua cabeça.

Sentado em sua base sólida veja a movimentação do sol sobre você, sinta seu calor e sua energia, contemple as sombras que ele cria em sua base, a vida que ele traz florescendo em seu manto. Ouça os pássaros que te visitam e os animais que caminham sobre você. Visualize as transições entre o dia e noite, a movimentação das nuvens e das estrelas sobre sua cabeça e como gradualmente a noite se transforma em dia outra vez.

Acima disso tudo perceba que a montanha está ali, sentada e ancorada, experimentando as mudanças constantes da natureza como as estações do ano, que gradualmente começam a mudar.
No verão, o sol aquece toda sua extensão e as gramas, neve ou árvores se tornam um escudo ao calor em excesso.

No outono, a vegetação da a montanha um manto de cores amarelas e vermelhas.

No inverno, os lagos e riachos se congelam e o topo da montanha se cobre com neve ou com as geadas pela manhã.

Na primavera, as flores atraem os insetos e a fertilidade traz a vida para seu corpo.

Sinta que apesar das estações do ano passarem, trazendo consigo as mudanças, a montanha e seu corpo permanecem ali, inatingíveis, ancorados em sua sólida base em um vínculo essencial com a terra, compondo uma aliança com o ar e ajudando a água a manter seu fluxo.

Contemple a solidez de sua montanha por quanto tempo desejar.

Sinta uma leve brisa invadindo seus pulmões e aos poucos mexa seus braços e ombros. Abra os olhos lentamente e levante-se com cautela.


/|\ Marcos Queiroz /|\

sexta-feira, 7 de fevereiro de 2014

Por mais e melhores unidades de conservação

A população mundial e a demanda associada por alimentos, commodities e energia tendem a crescer de forma vertiginosa nas próximas décadas. Sem mudança nos padrões de produção e de consumo, a pressão sobre os grandes remanescentes globais de vegetação nativa, no sudeste asiático, na África central e na Amazônia sul americana, ampliará os impactos socioambientais.

O Brasil, como abrigo de enorme variedade de animais, plantas e ecossistemas que nos proporcionam um dos climas mais agradáveis do planeta, água pura e em grande quantidade, terras férteis e paisagens paradisíacas, precisa garantir meios concretos para a manutenção de seu patrimônio natural, beneficiando inclusive a produção no campo, o abastecimento das cidades, a geração de energia e as populações tradicionais.

Uma das ferramentas globalmente adotadas e realmente efetivas para a conservação da vida e dos chamados serviços ambientais é o estabelecimento de uma rede ampla e sólida de unidades de conservação, terrestres e marinhas. No país, a base para essa tarefa estratégica é a Lei 9.985 / 2000, que regulamentou parte do Artigo 225 da Constituição Federal de 1988.

Engrossando o caldo, parques nacionais e outras unidades de conservação servem não só à manutenção da biodiversidade, mas também protegem cenários e culturas, fornecem serviços como regulação do clima e água em quantidade e qualidade para abastecimento humano e produção de energia, por exemplo, ajudam a combater o desmatamento (que voltou a crescer na Amazônia) e também geram renda em bases sustentáveis.

Se alguém ainda duvida do papel econômico das unidades de conservação, basta conferir em http://migre.me/hIpS7 os números do estudo A Economia dos Ecossistemas e da Biodiversidade (Pnuma, MMA, Ipea, Embaixada Britânica e GIZ). 

Além disso, municípios de 18 estados recebem atualmente mais de R$ 400 milhões ao ano por meio do ICMS Ecológico. Só o Parque Nacional do Iguaçu (PR) possibilita o repasse de aproximadamente R$ 10 milhões aos municípios em seu entorno. Sem contar os R$ 17 milhões revertidos todo ano aos cofres da União com bilheteria.

Todavia, um futuro mais promissor para as unidades de conservação brasileiras depende de um cenário político menos desfavorável e de ações estratégicas e conjuntas entre governos, sociedade civil e setor privado. O já citado Parque Nacional do Iguaçu, um dos mais conhecidos e visitados do país, pode ser cortado ao meio por uma estrada pavimentada caso seja aprovado um irresponsável projeto de lei. 

Mas o fato não é isolado. No Congresso Nacional e Assembleias Legislativas estaduais se acumulam projetos de lei e outras iniciativas de visão curta e distorcida que irresponsavelmente atacam o sistema nacional de áreas protegidas e, como em um passe de mágica, pretendem desconstituir, reduzir ou jogar para baixo o nível de proteção de inúmeras unidades de conservação. Tais tentativas de drible são tortas, inclusive porque unidades de conservação são propostas e criadas com base em exaustivos estudos socioambientais e consultas públicas, até serem decretadas pelo Executivo.

Outro fator que entrava a consolidação do sistema nacional deunidades de conservação é seu baixo índice de regularização fundiária. Não por falta de recursos, mas pela carência de um debate franco, aberto e democrático sobre os melhores caminhos para a solução do problema. Alguns estados brasileiros, como Minas Gerais, vêm testando novos modelos para a regularização fundiária, por exemplo com recursos da compensação ambiental. 

É fundamental que avancemos com medidas que contribuam efetivamente para a consolidação e para a ampliação da rede de unidades de conservação, protegendo riquezas únicas em todos os biomas do país, seja em terra, seja no mar. Enquanto a Amazônia abriga um índice razoável de áreas protegidas, outras regiões vêm perdendo a cada ano parcelas significativas de sua cobertura vegetal nativa, inclusive a quase dizimada Mata Atlântica. 

Metade do Cerrado, do Pampa e da Caatinga desapareceram, enquanto Amazônia e Pantanal já perderam quase 20% de sua vegetação nativa. Enquanto isso, os índices de proteção oficial para a maioria dos biomas ainda são insuficientes para que o Brasil garanta a conservação ampla de sua biodiversidade e honre, por exemplo, compromissos internacionais que determinam que, até 2020, todos os países devam ter pelo menos 17% de suas áreas terrestres e 10% de suas áreas marinhas e costeiras em unidades de conservação. Do bioma marinho, temos apenas 1,4% realmente protegido. 

Há muito trabalho a ser feito, em benefício de todos os brasileiros.